A morte desceu da montanha
Bastou uma hora para que as enxurradas se transformassem na maior tragédia dos últimos dois séculos, na Madeira.
No seu caminho até ao mar, as águas arrasaram casas, carros e estrada. Quebraram barreiras e espíritos humanos. E mataram familias inteiras.

No passado dia 20 de Fevereiro uma forte tempestade assolou a região autónoma da Madeira.
Na cidade do Funchal, que foi fortemente afectada,haviam casas inundadas, estradas interrompodas por lama, árvores e pedragulhos, pontes destruídas e comunicações difíceis impossibilitando os bombeiros de responder a tantos pedidos de ajuda. A população ficou sem electricidade, água e telefone durante poucos dias, no entanto, há zonas em que estas necessidades ainda não foram restabelecidas. Houve também quem ficasse sem a sua habitação deixando para trás uma vida inteira!
Os prejuízos desta catástrofe ascendem os mil milhões de euros!
Até agora esta catástrofe provocou 42 mortos confirmados.
- Quercus diz que bom ordenamento do território teria evitado tantas mortes
A presidente da Quercus, Susana Fonseca, afirmou que um bom ordenamento do território na Madeira teria evitado tantas mortes e tantos danos materiais.
A responsável, que falava à margem da apresentação dos "Green Project Awards", defendeu a necessidade de haver um bom ordenamento do território para minimizar os impactos dos fenómenos climáticos estremos, que são cada vez mais frequentes.
"Todos os estudos indicam que os fenómenos extremos poderão tornar-se cada vez mais frequentes"
Na opinião da dirigente da Quercus, é preciso teresp "particular cuidado na ordenação dos espaços", pois se não é possível evitar todos os impactos, pode-se pelo menos minimizar e poderia ter havido "menos perdas de vida e menos perdas naturais".




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