Testemunho Limpar Portugal - 20 de Março

O planeta Terra já conheceu dias melhores - facto. Apesar de a culpa disso ser maioritariamente do Homem, actualmente existe um esforço comum para alterar esta situação. Uma iniciativa que teve origem na Estónia moveu milhares de pessoas na luta pelo planeta e conseguiu um efeito estrondoso, o que a levou a ser copiada noutros países, entre eles Portugal. Assim, no dia 20 de Março de 2010 pôs-se em marcha o projecto Limpar Portugal, com a promessa de "limpar as florestas portuguesas num só dia".


O dia amanheceu chuvoso, no entanto isso não nos tirou a força de vontade nem nos dissuadiu da tarefa. Assim, reuni-me com um grupo de amigos e fomos a pé até ao ponto de encontro da nossa zona, na Apelação (Loures). Lá juntaram-se mais pessoas, até que às 10h já se podiam contar umas dezenas de jovens participantes do projecto. Aí, fomos divididos em 3 grupos de aproximadamente 20/30 elementos, e a cada grupo foi atribuída numa área para limpar. De seguida, cada grupo foi numa carrinha até à área que lhe era destinada.

Uma vez lá, ofereceram-nos sacos de plástico, t-shirts e luvas, e começámos a pôr mãos à obra. O responsável pelo nosso grupo começou por nos dividir em grupos mais pequenos, de 3 a 5 elementos. Cada um desses grupos tinha uma função específica, por exemplo, um ficava encarregue de apanhar só madeiras, outro de apanhar só vidros, outro metais, etc., e colocar todo o lixo em sacos mas sem misturar nada. De facto, a tarefa foi muito mais fácil do que eu estava à espera; muitas vezes, quando passamos ao lado de um mato, nem reparamos na quantidade de lixo que lá se encontra escondido, mas se nos dermos ao trabalho de o procurar e olharmos com atenção, deparamo-nos com uma situação quase inimaginável. E o que me irritou particularmente é que a maior parte desse lixo não foi lá parar sozinha.

Ocasionalmente, aparecia uma carrinha para carregar os sacos de plástico já cheios que deixávamos à beira da estrada. E assim que acabámos de limpar a primeira zona, passámos à segunda. A chuva dificultava, e muito, a nossa tarefa, mas fizemos um bom trabalho, até às 13h, que fomos para casa. Foi uma óptima manhã, pois para além do trabalho houve também muita diversão à mistura.



Adorei a experiência. Das palavras à acção vai um pequeno passo e, nesse dia, eu e outras centenas de portugueses demos esse passo. Um passo pequeno, mas que faz uma diferença considerável. É preciso preservar as áreas verdes do país, é preciso preservar o que o planeta tem de bom. Missão impossível? Não. Missão cumprida? Também não. Apesar de as áreas verdes do Catujal e da Apelação, entre outras, nesse dia 20 de Março terem ficado claramente mais verdes e mais bonitas, a missão de que fomos incumbidos nesse dia não foi ainda cumprida. Só agora começou. É uma missão para toda a vida!





Ana Filipa Crespo

A maior lixeira flutuante do Mundo

A que os investigadores dizem ser a maior lixeira do mundo situa-se no Oceano Pacífico, é constituída por cem milhões de toneladas de resíduos e o seu tamanho é equivalente a duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.




Segundo explica Charles Moore, oceanógrafo americano que descobriu o fenómeno, os resíduos não biodegradáveis mantêm-se concentrados devido às correntes oceânicas, a 500 milhas náuticas da costa da Califórnia.

Moore alertou que a menos que os consumidores reduzam os seus resíduos plásticos, a lixeira pode duplicar de tamanho nos próximos dez anos.

Segundo a ONU, os resíduos de plástico são responsáveis pela morte de mais de um milhão de aves marinhas e mais de cem mil mamíferos marinhos por ano.

Site permite denunciar lixeiras na Net

É uma maneira eficiente de reportar a existência de lixeiras em território nacional. Acedendo a uma página de Internet, qualquer cidadão pode, agora, referenciar a localização exacta de um depósito de resíduos.




Esta plataforma foi desenvolvida por dois investigadores da Universidade de Aveiro e integra o projecto Limpar Portugal, podendo vir a ser aproveitada por vários municípios nacionais. O projecto está acessível através do endereço www.3rdBlock.net e já tem referenciadas cerca de cinco mil lixeiras.


Esta é uma forma de todos nós, cidadãos, podermos facilmente intervir nos problemas ambientais existentes nas nossas comunidade.

Desafio 3

Quanto tempo dura uma pastilha elástica no ambiente até ser degradada?

Este é o nosso 3º desafio... De dia 22 de Abril a 5 de Maio habilita-te a ganhar um prémio personalizado se fores o 1º a acertar na resposta correcta. Aproveita algumas dicas que são dadas nos artigos acerca deste tema... E já agora, pedimos também aos nossos leitores que tomem consciência de que simples actos como o não deitar uma pastilha no lixo, somado por todos os habitantes do planeta, ao fim de muitos e muitos anos, é um enorme transtorno para a Terra...
Bem, depois deste pequeno aviso, não te esqueças de referir no comentário o teu nome e turma na resposta a este desafio...
Lembra-te que só tens a ganhar :D PARTICIPEM!!

Desafio 2 - Fecho

Olá leitores! :)


Depois desta grande pausa que foi as férias da Páscoa, estamos de regresso e dispostas a retomar a frequência de postagens. Assim, começamos por anunciar o vencedor do nosso 2º desafio, que é…


DIOGO COTRIM, do 12ºD


Em breve entregaremos o prémio ao Diogo e poderão encontrar aqui a foto. Parabéns Diogo!

Aos restantes, se não foi desta que ganharam, não desesperem. Em breve lançaremos o 3º desafio, por isso estejam atentos… Não percam a oportunidade, quem sabe, podem ser surpreendidos!

Lixo e Reciclagem

Se puserem uma maçã numa janela (não estamos a sugerir que o façam! :P), passado poucos dias ela apodrece e acaba por desaparecer.

E se fosse… um saco de plástico, daqueles que nos dão quando fazemos compras? Pois, demora anos!


O ser humano produz vários tipos de materiais que não são facilmente degradados pelos agentes da natureza, e por isso há grandes quantidades desses materiais espalhados por todo o lado, tais como plástico, vidro, metal e esferovite que, quando deixam de ser utilizáveis, são deitados fora e acumulados, formando aquilo a que chamamos lixo.

Sabem quanto tempo esses lixos duram no ambiente?
  • O papel pode levar 3 a 6 meses para ser absorvido;

  • Uma simples pastilha elástica pode levar 5 anos;

  • As latas de refrigerante levam 80 a 100 anos;

  • O plástico dura 500 anos... alguns, simplesmente, não se decompõem;

  • E o pior: o vidro fica um milhão de anos na natureza sem se decompor!


De facto, a situação é bastante má. Mas o Homem arranjou uma solução para acabar com este tipo de lixo, que, felizmente, a maioria das pessoas conhece: reaproveitá-lo.



Os 3 R’s são, assim, palavras-chave para um bom defensor do meio ambiente:
Reduzir, Reutilizar e Reciclar!


"Lixo e Reciclagem" é o novo tema a ser tratado aqui no blog.
E, já que se fala nisso, não se esqueçam que amanhã, 20 de Março, é o dia do projecto Limpar Portugal! Se quiserem inscrever-se, individualmente ou em grupo, ainda o podem fazer, então não percam tempo, cliquem aqui.

Catástrofe na Madeira – Desastre Anunciado

Os resultados da catástrofe na Madeira, no passado dia 20, foram terríveis: 42 mortos, 250 desaparecidos, 70 hospitalizados, quedas de pontes, destruição de estradas, ruas e casas.

Mas será que este desastre não poderia ter sido evitado? Vejam abaixo um excerto de um episódio do programa Biosfera, em Abril de 2008.





É necessário reflectirmos sobre as consequências de um mau ordenamento do território. O homem insiste em não respeitar a mãe natureza. Insiste em impermeabilizar encostas, construindo onde não deveria construir. Insiste em desflorestar, o que também não ajuda nada. O homem continua a colocar ribeiras a correr entre "paredes de betão", não permitindo a infiltração das águas nos terrenos adjacentes, o que tem como consequência o aumento da velocidade da água, que depois leva tudo o que encontra, à sua frente.

Era bom que esta catástrofe servisse de alerta e que para a próxima se pensasse duas vezes antes de fazer algo que possa pôr em causa o Meio Ambiente e a segurança do ser humano. Temos de deixar de pensar unicamente no proveito próprio! É urgente uma mudança de mentalidade! Passar a transmitir este tipo de programas televisivos em horário nobre seria um bom começo.

Tragédia na Madeira

A morte desceu da montanha


Bastou uma hora para que as enxurradas se transformassem na maior tragédia dos últimos dois séculos, na Madeira.
No seu caminho até ao mar, as águas arrasaram casas, carros e estrada. Quebraram barreiras e espíritos humanos. E mataram familias inteiras.


No passado dia 20 de Fevereiro uma forte tempestade assolou a região autónoma da Madeira.

Na cidade do Funchal, que foi fortemente afectada,haviam casas inundadas, estradas interrompodas por lama, árvores e pedragulhos, pontes destruídas e comunicações difíceis impossibilitando os bombeiros de responder a tantos pedidos de ajuda. A população ficou sem electricidade, água e telefone durante poucos dias, no entanto, há zonas em que estas necessidades ainda não foram restabelecidas. Houve também quem ficasse sem a sua habitação deixando para trás uma vida inteira!

Os prejuízos desta catástrofe ascendem os mil milhões de euros!

Até agora esta catástrofe provocou 42 mortos confirmados.
  • Quercus diz que bom ordenamento do território teria evitado tantas mortes

A presidente da Quercus, Susana Fonseca, afirmou que um bom ordenamento do território na Madeira teria evitado tantas mortes e tantos danos materiais.


A responsável, que falava à margem da apresentação dos "Green Project Awards", defendeu a necessidade de haver um bom ordenamento do território para minimizar os impactos dos fenómenos climáticos estremos, que são cada vez mais frequentes.


"Todos os estudos indicam que os fenómenos extremos poderão tornar-se cada vez mais frequentes"


Na opinião da dirigente da Quercus, é preciso teresp "particular cuidado na ordenação dos espaços", pois se não é possível evitar todos os impactos, pode-se pelo menos minimizar e poderia ter havido "menos perdas de vida e menos perdas naturais".

Projecto Limpar Portugal


Vivemos num país repleto de belas paisagens mas, infelizmente, todos os dias as vemos invadidas por lixo que aí é ilegalmente depositado.


Partindo do relato de um projecto desenvolvido na Estónia em 2008, um grupo de amigos decidiu colocar “Mãos à Obra” e propor “Vamos limpar a floresta portuguesa num só dia”. Em poucos dias estava em marcha um movimento cívico que conta já com dezenas de milhares de voluntários registados.


Neste momento já muitas pessoas acreditam que é possível. O objectivo é juntar o maior número de voluntários e parceiros, para que todos juntos possamos, no dia 20 de Março de 2010, fazer algo de essencial por nós, por Portugal, pelo planeta, e pelo futuro dos nossos filhos.

Muito ainda há a fazer, pelo que toda a ajuda é bem vinda!


Quem quiser ajudar como voluntário só tem que consultar o sítio do projecto na internet, www.limparportugal.org, onde tem toda a informação de como o fazer.


O projecto Limpar Portugal também está aberto a parcerias com instituições e empresas, públicas e/ou privadas, que, através da cedência de meios (humanos e/ou materiais à excepção de dinheiro) estejam interessadas em dar o seu apoio ao movimento.


No dia 20 de Março de 2010, por um dia, vamos fazer parte da solução deixando de ser parte do problema.


"Limpar Portugal? Nós vamos fazê-lo! E tu? Vais ficar em casa?" Junta-te a nós nesta luta!





Sismo no Chile


No passado dia 27 de Fevereiro, um violento terramoto de magnitude 8.8 na escala de Richter abalou o Chile...


Mais de 700 mortos e milhares de desalojados são números provisórios da tremenda catástrofe. E ao que parece, o pior ainda não acabou: têm-se verificado dezenas de réplicas violentas, muitas com magnitude superior a 6, o que faz com que a população ainda esteja em sobressalto. O epicentro foi localizado a apenas 8 km da costa e até em São Paulo (a 8000km) se registaram tremores.
  • O Chile está situado numa zona de risco, por se encontrar sobre o Círculo de Fogo do Pacífico, na convergência da placa de Nazca e e Sul-Americana.

Declarou-se o estado de emergência e a preocupção agora é dar apoio às vítimas. Vários apelos à ajuda internacional têm sido feitos...

Mais uma partida que a natureza nos pregou...

Desafio 2

Qual o nome da tempestade que assolou recentemente a Europa, provocando dezenas de mortos e desalojados?

Este é o nosso 2º desafio... De dia 2 a 12 de Março habilita-te a ganhar um prémio personalizado se fores o 1º a acertar na resposta correcta. Não te esqueças de referir no comentário o teu nome e turma :D...
Participem!!

Catástrofes Naturais na actualidade

Catástrofes naturais na actualidade - este é o novo tema do nosso blog.


Nos últimos dias, uma série de catátrofes naturais tem-se abatido sobre o nosso planeta... mau tempo na Madeira, terramoto no Chile, terramoto no Japão, cheias na Europa... um pouco por toda a parte se espalha o terror!




Milhares de mortos e de desaparecidos, centenas de desalojados, contruções destruídas tudo parece um sinal de alerta da Natureza para que o Homem mude algumas das suas atitudes.




Por isso mesmo decidimos optar por este tema. Durante as próximas semanas poderão acompanhar a mais detalhada informação para que percebam o quão é urgente uma MUDANÇA!!




Desafio 1 - Entrega do Prémio

Como prometido, já oferecemos à vencedora do nosso 1º desafio o seu prémio :)


Parabéns mais uma vez Micaela e obrigada pela participação!!


Fica atento porque o próximo desafio esta prestes a ser lançado e podes ser tu o vencedor...

As crianças e as mudanças ambientais




As crianças são as principais afectadas pelos fenómenos de mudanças climáticas.




Segundo dados recolhidos pela ONG britânica Save the Children, estima-se que as alterações climáticas poderão causar a morte de 250 mil crianças já em 2010, número que poderá ser ainda mais dramático dentro de 20 anos, com 400 mil mortes infantis anuais.


Para a organização humanitária, as alterações climáticas serão a maior ameaça à saúde das crianças do século XXI, prevendo que até 2030 cerca de 175 milhões de crianças possam ser afetadas pelas consequências de desastres naturais como cheias, secas e furacões.


Os dados avançados pela organização humanitária citam ainda que na próxima geração mais de 900 milhões de crianças serão afetadas pela falta de água e 160 milhões correrão o risco de contrair malária.

Números alarmantes



  • 5000 novos refugiados ambientais a cada dia que passa.


  • O número de pessoas afectadas por catástrofes naturais cresceu cerca de 68%, passando de uma média de 174 milhões, entre 1985 e 1994, para 254 milhões, entre 1995 e 2004.


  • 300 mil mortes anuais devido às mudanças climáticas.


  • Perto de 10% da população do planeta, entre 500 milhões e 600 milhões de pessoas, está em situação de risco extremo, em relação às catástrofes naturais.


Os refugiados ambientais são a real emergência do futuro.



Muita gente não tem noção mas, pela primeira vez, os refugiados ambientais superam os que escapam da guerra.

Desafio 1 - Fecho

Olá queridos leitores :D

Fizemos uma pausa neste 2º tema do blog para vos informar que o primeiro desafio está encerrado e já temos uma vencedora que é...

MICAELA NORTADAS, do 12ºG


Brevemente iremos entregar o prémio à vencedora e encontrarão aqui as fotografias!!


Fiquem atentos ao 2º desafio que será lançado em breve e continuem a visitar-nos!! Já sabem que podem ser os próximos a fazer parte da nossa lista de vencedores no blog :D!!!

Novos motivos, velhas causas

Para este 2º tema do blog, escolhemos alguns exemplos das principais catástrofes naturais que ocorreram no planeta, nos últimos anos.

- Tsunami na Indonésia (Dezembro de 2004)

Sri Lanka, Índia, Indonésia, Malásia e Maldivas estes foram dos países mais afectados de um total de 53 pelo sismo de 9.0 na escala de Richter, seguido de um tsunami de cerca de 10 metros de altura.
230 mil mortos e mais de um milhão de desalojados foi este o resultado da catástrofe.


- Furacão Katrina (Agosto de 2005)
Esta foi uma tempestade tropical cujos ventos alcançaram os 280km/h e que fez mais de 1000 mortos. Houve, ainda, 1 milhão de pessoas evacuadas e que tiveram de mudar permanente o seu local de vida.


- Ciclone Nargis (Abril de 2008)
Este foi o pior desastre natural desde o Tsunami de 2004. Ventos de 215 km/h atingiram a zona da antiga Birmânia, provocando um rasto de destruição, com cerca de 80 mil mortos. Para além disso, cerca de 1 milhão de pessoas ficaram sem casa.


- Sismo na China (Maio de 2008)
O sismo em Sichuan, de 8.0 na escala de Richter foi o mais forte e mortífero de sempre, na história da China. Estimam-se que tenham falecido 85 mil pessoas e tenho havido mais de 1 milhão de desalojados.
As fugas de material radioactivo (Sichuan é a principal base do arsenal nuclear chinês) e as fortes chuvas que se fizeram sentir após o sismo agravaram ainda mais as consequências deste desastre ambiental.


Como podem ver, estas catástrofes naturais são cada vez mais frequentes e, infelizmente, atingem o planeta de um modo cada vez mais global. Suficientes razões para nos preocuparmos…

Refugiados ambientais



"Refugiados ambientais são pessoas que foram obrigadas a abandonar temporária ou definitivamente a zona onde tradicionalmente vivem, devido ao visível declínio do ambiente (por razões naturais ou humanas) perturbando a sua existência e/ou a qualidade da mesma de tal maneira que a subsistência dessas pessoas entra em perigo."



Sabiam que, de acordo com os dados da ONU, até 2050 cerca de 200 milhões de pessoas poderão abandonar as suas cidades devido a alterações climáticas? Pode ser chocante, mas é verdade.

O ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) estima que, actualmente, existam 25 milhões de refugiados ambientais.

Vários milhões são forçados a deslocarem-se devido às alterações climáticas e às catástrofes delas resultantes, tais como as secas e as enchentes a longo prazo, a desertificação, ou a subida do nível médio da água do mar.

Perante esta realidade, torna-se cada vez mais urgente analisar a dimensão humana das alterações climáticas e as respostas necessárias para este problema!

Opiniões sobre a Cimeira

Presidente Barak Obama:

Barack Obama regressou aos Estados Unidos, depois da sua participação na cimeira, garantindo que o acordo era um enorme passo em frente e que tinham sido lançadas, em Copenhaga, as fundações para o futuro, no combate da Humanidade contra os efeitos do aquecimento global. Mas também admitiu que o resultado era insuficiente e que o caminho seria longo e duro.

Primeiro-Ministro José Sócrates:

O primeiro-ministro português foi rápido a comentar e, ao mesmo tempo, a lamentar os passos muito curtos que foram dados. Para José Sócrates, foi “claro que ficámos desapontados com o facto de não ter ficado expressamente consagrada a redução das emissões de gases com efeito de estufa em 50% até 2050. Mas não estão ainda identificadas todas as contribuições dos países para a mitigação.”

Organizações Ambientais:

Para as Organizações Ambientais o Acordo de Copenhaga não representa um ponto de partida, mas sim uma falsa partida. As organizações não-governamentais do Ambiente são unânimes em considerar que foram criadas as expectativas de um documento legalmente vinculativo (como Quioto), justo e ambicioso, salientando a ausência de limites concretos de emissões.
A organização não governamental Quercus considerou que “nem o símbolo da Convenção das Nações Unidas deverá vir a estar presente no texto final, que, mesmo depois de terminada a cimeira, ainda recebe algumas correcções”. Definiu o texto como “frustrante” e responsabiliza os EUA e a China.

Balanço da Cimeira de Copenhaga

Foi melhor que nada, mas o mundo ficou muito longe do plano climático que se pretendia. Ninguém levantou a voz para apoiar o texto minimalista e sem ambição que resultou de uma megarreunião de vários dias entre representantes de todo o planeta.

O acordo encontrado para combater as alterações climáticas que a sociedade civil de todo o planeta tanto pressionou para ser firmado em Copenhaga não agradou a ninguém. Pode afirmar-se que a reacção mundial ao Acordo de Copenhaga foi consensual, só que na apreciação negativa.
Duas semanas, 193 países, milhares de participantes, dezenas de organizações não-governamentais. Ou seja, uma das maiores conferências da História – reduzida, na última madrugada do encontro, a um acordo de meras intenções, com duas páginas e meia. As 12 alíneas do texto incluem pouco mais do que uma série de tomadas de posição a favor de um desenvolvimento sustentável e o reconhecimento de que as alterações climáticas são uma grave ameaça que deve ser vigorosamente combatida. Nem sequer foram definidas metas para os cortes de emissões de gases com efeito de estufa.

Um dos poucos pontos positivos e concretos saído da Cimeira foi o reconhecimento de que um aumento de 2ºC de temperatura, em relação aos níveis pré-industriais, é o máximo que o planeta pode suportar. As Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, ao reconhecerem o acordo, comprometem-se a reduzir suficientemente as emissões de gases com efeito de estufa para que o aumento de temperatura não exceda esse valor. A ciência diz que 2020 tem que ser o ano em que as emissões atinjam o seu pico e comecem a descer e o texto final de Copenhaga refere apenas que é preciso alcançar esse pico “tão depressa quanto possível”...
As páginas que constituem o Acordo de Copenhaga não definem limites quantitativos para as emissões de CO2. O ponto 2 do texto diz apenas que “são necessários cortes profundos nas emissões globais”. Ainda vão ser postos no papel os limites que os países ricos já anunciaram voluntariamente. Resumindo, é muito pouco para quem esperava um acordo ambicioso.
Uma das poucas boas notícias que saíram de Copenhaga foi a aloção de 100 mil milhões de dólares por ano, a partir de 2020, num fundo de apoio aos países pobres, para os ajudar a adaptar às alterações climáticas e diminuir os efeitos do aquecimento global. Estes financiamentos revelam-se fundamentais, uma vez que as populações dos países menos desenvolvidos são as que mais sofrem com as alterações climáticas.
A meio da Cimeira, quando os impasses e o abandono de reuniões por parte de alguns delegados estavam a minar as negociações, ganhou força a hipótese de adiar um acordo para a próxima Conferência das Partes, na cidade do México, em Dezembro de 2010. Na melhor da hipóteses, o tal documento por que se suspirava – um “Quioto Parte II”, no âmbito das Nações Unidas, que realmente imponha limites – só deverá surgir no México. Se algum dia surgir.

Desafio 1

Quantos dias durou a Cimeira de Copenhaga?



Este será o primeiro desafio do nosso blog! De dia 30 de Janeiro a dia 4 de Fevereiro, o primeiro visitante a postar a resposta correcta, dentro do prazo, ganhará um prémio que será uma t-shirt personalizada a seu gosto. Quem comentar terá de colocar o seu nome e turma para o grupo, depois, contactar o aluno em questão... Participem :-)!!!

Curiosidades - Gigantismo da Cimeira



Uma das principais críticas à Cimeira de Copenhaga é o seu gigantismo e são muitos os que se questionam se seria necessário reunir 15 mil pessoas.
A opinião dos críticos é que a pegada ecológica que os participantes deixaram nos céus do planeta, num total de mais de 30 mil viagens de avião, poderia ter sido diminuída. Se tivessem optado por um comboio, a partir de Bruxelas, durante, 12 horas, gastava-se ‘apenas’ 14,2kg de CO2 por passageiro, em vez dos 82,4 gastos pelo avião – se tivermos em conta as contas apenas neste percurso.
Quem perde é o planeta! Quem ganha é a economia! Ah pois é...
Sabiam que esta Cimeira foi a maior operação de segurança desde a II Guerra Mundial?

O orçamento de toda esta segurança foi de 83,22 milhões de euros e é a tarefa mais pesada que a polícia já assumiu na história contemporânea. A polícia dinamarquesa implicou 85% dos seus efectivos. Também os países vizinhos disponibilizaram helicópteros e viaturas especiais.

Copenhaga - uma Cimeira muito produtiva

Foram dias de acesas discussões que no fim não deram os frutos esperados à partida. O resultado foi este -.-'...




O que foi a Cimeira de Copenhaga?

A Cimeira de Copenhaga ocorreu durante o mês de Dezembro, como devem já saber! Foi muito badalada na imprensa nacional e estrangeira e, por isso, decidimos iniciar o nosso blog com este evento que em muito se relaciona com o ambiente.

Nunca se reuniram fora de Nova Iorque ou Genebra tantos governantes como aconteceu em Copenhaga. A razão foi salvar o planeta do caos climático que a Revolução Industrial iniciou em 1850 e que a economia da última década agravou, ao ter provocado igual percentagem de emissões comparada à de esses 150 anos.

A urgência política de COP15 teve a ver com a acumulação de provas científicas sobre alterações climáticas que resultam da acção do homem. O planeta estará entre mais frio e mais quente, terá oscilações de temperatura brutais, haverá quebras na produção agrícola, falta de água potável. É esta a urgência de Copenhaga!

E vocês? O que sabem acerca desta Cimeira? Deixem as vossas opiniões nos comentários…

P.S.: Só para vossa informação, todos os meses vamos eleger o nosso melhor comentador! Portanto, não se esqueçam de serem pertinentes, criativos e informados… tal como nós :D!!



Apresentação

Caros visitantes, começamos aqui por nos apresentarmos: somos pois, quatro alunas do 12º ano da Escola Secundária da Portela, Ana Filipa, Maria, Raquel e Sofia, as administradoras deste blog que aqui vos damos a conhecer com o maior gosto.

Este blog nasce, principalmente, a partir do tema do trabalho que estamos a elaborar na disciplina de Área de Projecto, “Saúde e Meio Ambiente”. O nosso projecto tem como principal objectivo a sensibilização da população jovem para os problemas ambientais e o incentivo à participação activa dos mesmos nestes assuntos, contribuindo para a preservação do meio ambiente.

Este blog serve, assim, de meio de divulgação de notícias, entrevistas, vídeos, artigos, eventos e iniciativas levadas a cabo por nós, por organizações ambientais ou por outras entidades intervenientes em assuntos relacionados com a preservação do meio ambiente. Para além disto vamos também fazer alguns inquéritos on-line através do nosso blog, para percebermos aquilo que os visitantes do nosso blog pensam e que importância têm estas questões nas suas vidas. Quinzenalmente, o blog terá um tema diferente.

Outro dos grandes objectivos do nosso projecto é a angariação de fundos para oferecer a algumas das principais organizações ambientais intervenientes no nosso país. Para conseguirmos juntar esses fundos, iremos realizar, ao longo do ano lectivo, a venda de rifas e de t-shirts criadas por nós. No final do ano lectivo, iremos entregar esses mesmos fundos à organizações ambientais.
Esperemos que gostem do nosso blog e que consigamos levar mais jovens a lutar pela mesma causa que nós:

PELA PROTECÇÃO DO PLANETA TERRA.