As crianças e as mudanças ambientais




As crianças são as principais afectadas pelos fenómenos de mudanças climáticas.




Segundo dados recolhidos pela ONG britânica Save the Children, estima-se que as alterações climáticas poderão causar a morte de 250 mil crianças já em 2010, número que poderá ser ainda mais dramático dentro de 20 anos, com 400 mil mortes infantis anuais.


Para a organização humanitária, as alterações climáticas serão a maior ameaça à saúde das crianças do século XXI, prevendo que até 2030 cerca de 175 milhões de crianças possam ser afetadas pelas consequências de desastres naturais como cheias, secas e furacões.


Os dados avançados pela organização humanitária citam ainda que na próxima geração mais de 900 milhões de crianças serão afetadas pela falta de água e 160 milhões correrão o risco de contrair malária.

Números alarmantes



  • 5000 novos refugiados ambientais a cada dia que passa.


  • O número de pessoas afectadas por catástrofes naturais cresceu cerca de 68%, passando de uma média de 174 milhões, entre 1985 e 1994, para 254 milhões, entre 1995 e 2004.


  • 300 mil mortes anuais devido às mudanças climáticas.


  • Perto de 10% da população do planeta, entre 500 milhões e 600 milhões de pessoas, está em situação de risco extremo, em relação às catástrofes naturais.


Os refugiados ambientais são a real emergência do futuro.



Muita gente não tem noção mas, pela primeira vez, os refugiados ambientais superam os que escapam da guerra.

Desafio 1 - Fecho

Olá queridos leitores :D

Fizemos uma pausa neste 2º tema do blog para vos informar que o primeiro desafio está encerrado e já temos uma vencedora que é...

MICAELA NORTADAS, do 12ºG


Brevemente iremos entregar o prémio à vencedora e encontrarão aqui as fotografias!!


Fiquem atentos ao 2º desafio que será lançado em breve e continuem a visitar-nos!! Já sabem que podem ser os próximos a fazer parte da nossa lista de vencedores no blog :D!!!

Novos motivos, velhas causas

Para este 2º tema do blog, escolhemos alguns exemplos das principais catástrofes naturais que ocorreram no planeta, nos últimos anos.

- Tsunami na Indonésia (Dezembro de 2004)

Sri Lanka, Índia, Indonésia, Malásia e Maldivas estes foram dos países mais afectados de um total de 53 pelo sismo de 9.0 na escala de Richter, seguido de um tsunami de cerca de 10 metros de altura.
230 mil mortos e mais de um milhão de desalojados foi este o resultado da catástrofe.


- Furacão Katrina (Agosto de 2005)
Esta foi uma tempestade tropical cujos ventos alcançaram os 280km/h e que fez mais de 1000 mortos. Houve, ainda, 1 milhão de pessoas evacuadas e que tiveram de mudar permanente o seu local de vida.


- Ciclone Nargis (Abril de 2008)
Este foi o pior desastre natural desde o Tsunami de 2004. Ventos de 215 km/h atingiram a zona da antiga Birmânia, provocando um rasto de destruição, com cerca de 80 mil mortos. Para além disso, cerca de 1 milhão de pessoas ficaram sem casa.


- Sismo na China (Maio de 2008)
O sismo em Sichuan, de 8.0 na escala de Richter foi o mais forte e mortífero de sempre, na história da China. Estimam-se que tenham falecido 85 mil pessoas e tenho havido mais de 1 milhão de desalojados.
As fugas de material radioactivo (Sichuan é a principal base do arsenal nuclear chinês) e as fortes chuvas que se fizeram sentir após o sismo agravaram ainda mais as consequências deste desastre ambiental.


Como podem ver, estas catástrofes naturais são cada vez mais frequentes e, infelizmente, atingem o planeta de um modo cada vez mais global. Suficientes razões para nos preocuparmos…

Refugiados ambientais



"Refugiados ambientais são pessoas que foram obrigadas a abandonar temporária ou definitivamente a zona onde tradicionalmente vivem, devido ao visível declínio do ambiente (por razões naturais ou humanas) perturbando a sua existência e/ou a qualidade da mesma de tal maneira que a subsistência dessas pessoas entra em perigo."



Sabiam que, de acordo com os dados da ONU, até 2050 cerca de 200 milhões de pessoas poderão abandonar as suas cidades devido a alterações climáticas? Pode ser chocante, mas é verdade.

O ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) estima que, actualmente, existam 25 milhões de refugiados ambientais.

Vários milhões são forçados a deslocarem-se devido às alterações climáticas e às catástrofes delas resultantes, tais como as secas e as enchentes a longo prazo, a desertificação, ou a subida do nível médio da água do mar.

Perante esta realidade, torna-se cada vez mais urgente analisar a dimensão humana das alterações climáticas e as respostas necessárias para este problema!

Opiniões sobre a Cimeira

Presidente Barak Obama:

Barack Obama regressou aos Estados Unidos, depois da sua participação na cimeira, garantindo que o acordo era um enorme passo em frente e que tinham sido lançadas, em Copenhaga, as fundações para o futuro, no combate da Humanidade contra os efeitos do aquecimento global. Mas também admitiu que o resultado era insuficiente e que o caminho seria longo e duro.

Primeiro-Ministro José Sócrates:

O primeiro-ministro português foi rápido a comentar e, ao mesmo tempo, a lamentar os passos muito curtos que foram dados. Para José Sócrates, foi “claro que ficámos desapontados com o facto de não ter ficado expressamente consagrada a redução das emissões de gases com efeito de estufa em 50% até 2050. Mas não estão ainda identificadas todas as contribuições dos países para a mitigação.”

Organizações Ambientais:

Para as Organizações Ambientais o Acordo de Copenhaga não representa um ponto de partida, mas sim uma falsa partida. As organizações não-governamentais do Ambiente são unânimes em considerar que foram criadas as expectativas de um documento legalmente vinculativo (como Quioto), justo e ambicioso, salientando a ausência de limites concretos de emissões.
A organização não governamental Quercus considerou que “nem o símbolo da Convenção das Nações Unidas deverá vir a estar presente no texto final, que, mesmo depois de terminada a cimeira, ainda recebe algumas correcções”. Definiu o texto como “frustrante” e responsabiliza os EUA e a China.

Balanço da Cimeira de Copenhaga

Foi melhor que nada, mas o mundo ficou muito longe do plano climático que se pretendia. Ninguém levantou a voz para apoiar o texto minimalista e sem ambição que resultou de uma megarreunião de vários dias entre representantes de todo o planeta.

O acordo encontrado para combater as alterações climáticas que a sociedade civil de todo o planeta tanto pressionou para ser firmado em Copenhaga não agradou a ninguém. Pode afirmar-se que a reacção mundial ao Acordo de Copenhaga foi consensual, só que na apreciação negativa.
Duas semanas, 193 países, milhares de participantes, dezenas de organizações não-governamentais. Ou seja, uma das maiores conferências da História – reduzida, na última madrugada do encontro, a um acordo de meras intenções, com duas páginas e meia. As 12 alíneas do texto incluem pouco mais do que uma série de tomadas de posição a favor de um desenvolvimento sustentável e o reconhecimento de que as alterações climáticas são uma grave ameaça que deve ser vigorosamente combatida. Nem sequer foram definidas metas para os cortes de emissões de gases com efeito de estufa.

Um dos poucos pontos positivos e concretos saído da Cimeira foi o reconhecimento de que um aumento de 2ºC de temperatura, em relação aos níveis pré-industriais, é o máximo que o planeta pode suportar. As Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, ao reconhecerem o acordo, comprometem-se a reduzir suficientemente as emissões de gases com efeito de estufa para que o aumento de temperatura não exceda esse valor. A ciência diz que 2020 tem que ser o ano em que as emissões atinjam o seu pico e comecem a descer e o texto final de Copenhaga refere apenas que é preciso alcançar esse pico “tão depressa quanto possível”...
As páginas que constituem o Acordo de Copenhaga não definem limites quantitativos para as emissões de CO2. O ponto 2 do texto diz apenas que “são necessários cortes profundos nas emissões globais”. Ainda vão ser postos no papel os limites que os países ricos já anunciaram voluntariamente. Resumindo, é muito pouco para quem esperava um acordo ambicioso.
Uma das poucas boas notícias que saíram de Copenhaga foi a aloção de 100 mil milhões de dólares por ano, a partir de 2020, num fundo de apoio aos países pobres, para os ajudar a adaptar às alterações climáticas e diminuir os efeitos do aquecimento global. Estes financiamentos revelam-se fundamentais, uma vez que as populações dos países menos desenvolvidos são as que mais sofrem com as alterações climáticas.
A meio da Cimeira, quando os impasses e o abandono de reuniões por parte de alguns delegados estavam a minar as negociações, ganhou força a hipótese de adiar um acordo para a próxima Conferência das Partes, na cidade do México, em Dezembro de 2010. Na melhor da hipóteses, o tal documento por que se suspirava – um “Quioto Parte II”, no âmbito das Nações Unidas, que realmente imponha limites – só deverá surgir no México. Se algum dia surgir.